Substituição de Importações e Subdesenvolvimento em Celso Furtado:

Uma Interpretação Neo-Keynesiana?

Autores

  • Renato Saraiva Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Ronaldo Herrlein Jr. Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.33834/bkr.v12i1.396

Palavras-chave:

Celso Furtado, Kaldor, Neo-Keynesianismo, Subdesenvolvimento

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo central investigar o impacto da formulação dos modelos macrodinâmicos em uma perspectiva “neokeynesiana” sobre a análise de Celso Furtado a respeito do processo de substituição de importações e do subdesenvolvimento, nos anos 1960 e 1970. Tendo em vista a influência dos modelos de crescimento “neokeynesianos”, especialmente de Kaldor, durante a estadia de Furtado no King’s College em Cambridge, destaca-se os seus elementos de similaridade mas também de disparidade com a visão furtadiana do crescimento em economias subdesenvolvidas. Espera-se, assim, obter uma melhor compreensão acerca da análise de Furtado sobre o modelo de substituição de importações e as suas previsões para as economias periféricas, como a perspectiva de estagnação do produto per capita, diante do esgotamento daquele modelo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Renato Saraiva, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Bacharel em Relações Internacionais, Mestre em Estudos Estratégicos Internacionais e Doutorando em Economia do Desenvolvimento pela UFRGS.

Ronaldo Herrlein Jr., Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutor em economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professor do Programa de Pós-Graduação em Economia da Faculdade de Ciências Econômicas (FCE) da UFRGS.

Referências

Carvalho, F. J. C. de. (2008). Keynes e o Brasil. Economia e Sociedade, 17(Número Especial), 569–574.

Coutinho, M. (2015). Subdesenvolvimento e estagnação na América Latina, de Celso Fur-tado. Revista de Economia Contemporânea, 19(3), 448–474.

Domar, E. D. (1946). Capital expansion, rate of growth and employment. Econometrica, 14(2), 137–147. DOI:10.2307/1905364

Furtado, C. (1962). A pré-revolução brasileira. Fundo de Cultura.

Furtado, C. (1978). A hegemonia dos Estados Unidos e o subdesenvolvimento da América Latina. Ci-vilização Brasileira. (Obra original publicada em 1973)

Furtado, C. (1964). Dialética do desenvolvimento. Fundo de Cultura.

Furtado, C. (1966). Subdesenvolvimento e estagnação na América Latina. Civilização Brasileira.

Furtado, C. (1967). Teoria e política do desenvolvimento econômico. Companhia Editora Nacional.

Furtado, C. (1971). Teoria e política do desenvolvimento econômico (4ª ed.). Companhia Editora Nacional.

Furtado, C. (1974). O mito do desenvolvimento econômico. Círculo do Livro.

Furtado, C. (1975). Teoria e política do desenvolvimento econômico (5ª ed.). Companhia Editora Nacional.

Furtado, C. (1981). Pequena introdução ao desenvolvimento (2ª ed.). Companhia Editora Nacional.

Furtado, C. (1983). Teoria e política do desenvolvimento econômico. Abril Cultural.

Furtado, C. (1985). A fantasia organizada. Paz e Terra.

Furtado, C. (2005). Formação econômica do Brasil. Editora Nacional.

Furtado, C., & Maneschi, A. (1968). Um modelo simulado de desenvolvimento e estagna-ção na América Latina. Revista Brasileira de Economia, 22(2), 7–31.

Harrod, R. F. (1948). Towards a dynamic economics. Macmillan.

Heller, C., & D’Arbo, R. C. (2012). Evolução da abordagem analítica da teoria do desen-volvimento de Celso Furtado. Cadernos do Desenvolvimento, 7(10), 17–40.

Kaldor, N. (1957). A model of economic growth. The Economic Journal, 67(268), 591–624. DOI:10.2307/2227704

Kaldor, N., & Mirrlees, J. A. (1962). A new model of economic growth. The Review of Eco-nomic Studies, 29(3), 174–192. DOI: 10.2307/2295949

Keynes, J. M. (1996). A teoria geral do emprego, do juro e da moeda. Nova Cultural. (Obra origi-nal publicada em 1936)

Pereira, H. C. I., & Gonçalves, F. de O. (2015). O crescimento econômico em Nicholas Kaldor e o subdesenvolvimento em Celso Furtado: Progresso técnico, distribuição de renda e dualismo estrutural. In Anais do XI Congresso Brasileiro de História Econômica e 12ª Conferência Internacional de História de Empresas. Associação Brasileira de Pesqui-sadores em História Econômica.

Ricupero, B. (2005). Celso Furtado e o pensamento social brasileiro. Estudos Avançados, 19(53), 371–377. DOI: 10.1590/S0103-40142005000100023

Rodríguez, O. (2009). O estruturalismo latino-americano. Civilização Brasileira.

Solow, R. M. (1957). Technical change and the aggregate production function. The Review of Economics and Statistics, 39(3), 312–320. DOI:10.2307/1926047

Solow, R. M., Tobin, J., Von Weizsäcker, C. C., & Yaari, M. E. (1966). Neoclassical growth with fixed factor proportions. The Review of Economic Studies, 33(2), 79–115. DOI:10.2307/2296058

Downloads

Publicado

2026-06-26

Como Citar

Saraiva, R., & Herrlein Jr., R. (2026). Substituição de Importações e Subdesenvolvimento em Celso Furtado: : Uma Interpretação Neo-Keynesiana?. Brazilian Keynesian Review, 12(1). https://doi.org/10.33834/bkr.v12i1.396

Edição

Seção

Artigos